A Casa da Artesã e sua artesã

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A Casa da Artesã e sua artesã

Empreender não é fácil, é dolorido, tira você da sua zona de conforto, exige de você aprendizado contínuo e te faz trabalhar em diversas funções, algumas delas, você até fugiria, mas do seu próprio negócio você não pode escapar. Uma forma de diminuir o impacto de tanta pressão é escolher algo que te preencha. Mas como? Antes de sair pesquisando opções de mercado e tendências de consumo.  É importante descobrir quem você é, trazer a memória o que te conecta, o que te inspira. Depois disso sim, você pode mapear as informações externas para definir qual caminho irá seguir.

A história da Carla passa por este resgate das memórias de brincar e o vínculo construído com sua avó. Quando pequena elas costuravam juntas roupas e acessórios para as bonecas. O amor envolvido permitiu que além dela gostar daquele momento de interação, ela pudesse desenvolver aptidão pelas artes manuais. Já na adolescência arriscou fazer bijuterias para ter um dinheiro extra para aquele desejado vestido.

Com o passar dos anos, e o envolvimento com o caminho linear que nos é apresentado: estudo -carreira – empresa, logo ela deixou o artesanato e seguiu o plano de se formar em comércio exterior. Carla casou se e em pouco tempo a Alice chegou. A aptidão adormecida, veio à tona, junto com a vontade de acarinhar a primeira filha. Planejar a decoração do quarto, fazer esta personalização, nas lembrancinhas e no chá de bebê, a reconectou com os seus próprios momentos de prazer em fazer.

A surpresa foi quando recebeu o sinal que mais um bebe estava a caminho. A notícia da Letícia veio antes mesmo de Alice completar 1 ano. Carla estava avaliando seu retorno ao mercado de trabalho e percebeu que precisaria reavaliar suas possibilidades.

“Com a rotina que tinha dentro da empresa não conseguiria ter tempo suficiente com elas, eu chegaria tarde em casa e não conseguiríamos ter momentos juntas, só sobraria tempo para as arrumar as coisas para o próximo dia”. Relembra Carla.

Como a maioria das famílias, o sustento da casa contava com o salário que Carla tinha antes da gravidez. Então em família eles decidiram empreender. Foi assim que A Casa da Artesã surgiu.  Em meio a duas crianças, muitas fraldas e o desejo de acompanhar de perto o crescimento das pequenas. Carla deu o primeiro passo, criou sua marca e definiu uma linha de produtos.

Neste momento, o de produzir é que muitas vezes fica a pergunta, com é que as mães fazem? Cada uma acha um caminho, não existe regras e manuais. Por isso a ideia de compartilhar estas histórias, apenas para mostrar que é possível.

Carla concilia a rotina do marido que ajuda no cuidado com a crianças.

“Durante a noite meu marido trabalha as crianças dormem e eu vou para a minha rotina de confecção. Trabalho até as 3 da manhã, algumas vezes um pouco mais para terminar os pedidos. As 07:30 as meninas acordam e logo escuto, acorda mamãe bom diaaa! E lá vamos nós começar a nossa rotina, agora de casa. Enquanto o pai dorme, fico com as pequenas, cuido da casa, a tarde ele assume o posto  e posso descansar ou trabalhar um pouco mais, quando preciso vou a fornecedores com elas e encaixo as reuniões de trabalho a tarde para que meu marido me acompanhe. A rotina é muito cansativa as vezes é difícil conciliar casa+família+trabalho, tem dias que a demanda é puxada e acabo tendo que escolher o que sacrificar…”

Mas uma certeza ela tem, não troca a alegria de poder estar presente na vida delas. Acompanhar elas de pertinho, sorrir e chorar juntas, dar aquele beijo no dodói para sarar. Fazer aquele bolo de chocolate e raspar a tigela…memórias de momentos que com certeza ficarão no coração da mãe e das filhas. Eternizados neste tempo que passa muito rápido.

Não é fácil, e ao perguntar que palavra de incentivo ela poderia deixar, ela falou tente.

“Tente uma, duas, três e se possível tente a quarta a quinta a sexta, quantas vezes forem necessárias. Só não desista nas primeiras tentativas pois a persistência é o amanhã da conquista. Você consegue!”

Carla se reconectou com suas memórias e descobriu sua arte, hoje a vende com muito amor e complementa a renda da sua família.

Agora a pergunta: porque não fazer escolhas que beneficiem empreendedoras que você conhece quem são e porque estão, em detrimento de grandes empresas que lucram em favor de muitos e você nem sabe para onde vai tanto dinheiro?

Mude hábitos de consumo, compre do pequeno, estimule os negócios regionais, ajude mães empreendedoras. Vamos ampliar a nossa rede de apoio!

Conheço os produtos da Carla na página do facebook @acasadaartesa

 

 

 

 

 

 

 

#costurandomemorias #compredopequeno #maesempreendedoras

Tabta Rosa
Tabta Rosa
Tabta Rosa, designer de formação, estilista por definição da vida profissional. Hoje tenta equilibrar os papéis de esposa do Du, mãe da Helena e ser empreendedora. Está diante de um novo desafio: trabalhar com propósito criando produtos e serviços com o objetivo de levar muito mais que funcionalidade, mas essência e impacto positivo nas pessoas. É romântica e sonhadora e acredita que o mundo será bem melhor se cuidarmos das nossas crianças.

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