Castelos de areia e conchas pelo caminho

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Construir castelos de areia na praia, pegar conchinhas na beira do mar, caminhar e observar a beleza que estava ao nosso redor. Esta era a memória que queríamos deixar para a Helena em nossa temporada de férias. Juntos, apenas nós três curtindo, descansando e contemplando a riqueza dos lugares pelos quais passamos.

Ao tentar relembrar como fazia os castelos e quais eu mais gostava, fui acessando as minhas memórias, meus momentos em família. Me depararei com as lembranças de meu pai coberto de areia, de horas na beira da água fazendo castelos gigantes de pinga pinga. Dos meus irmãos querendo fazer buracos profundos e nós competindo fazendo esculturas na areia para tudo ser destruído pelas ondas em instantes.

Quase nunca deixávamos os castelos inteiros depois da brincadeira, o importante naquele momento não era o resultado e sim o processo. Como crianças não tínhamos a dimensão dos benefícios: o tempo dedicado, a conversa, o manuseio da areia, o contato, a escuta. Tudo isso só foi registrado em nosso inconsciente. O que nos motivava era a certeza de que a brincadeira era diversão na certa, e que no final dela estaríamos mergulhando no mar para tirar a areia que nos cobria da cabeça aos pés.

Que tempo bom, e que lembrança boa! Meu desejo era guiar a Helena para ter momentos como esse. Não iguais, nem parecidos. Eu seria ingênua em pensar assim. Sei que não podemos sentir e ressentir a mesma memória, ela é única, envolve personagens, cenários e situações que a tornam singulares. Por outro lado, acredito que podemos sim, revive-las em nossos corações e plantar sementinhas da essência que desejamos perpetuar.

Neste caso, eu não queria recriar os castelos, mas sim ensinar a Helena a divertir se com o simples. Não precisávamos de muita coisa para brincarmos juntos. A areia, nossas mãos e a nossa dedicação foram a receita para castelos de areia guardados em nossos corações.

Com o simples ato de pegar conchinhas cultivamos o hábito de observar as belezas pelo caminho, de perceber os pequenos detalhes. Ela mesmo notou as diversas cores, texturas, tamanhos. Quanto ela pode aprender com um simples caminhar? Não foi difícil ensina-la sobre as conchinhas. Crianças já são observadoras por natureza. E nós, quanto estamos perdendo em não pararmos para observar as belezas da vida? Quanto estamos complicando nossas vidas com aparatos e ferramentas para construir castelos sem significados?

Eu desejo me lembrar da minha essência nestas pequenas memórias para conseguir passar um pouco de mim que seja bom para a Helena. O caminho é longo e o aprendizado é mutuo. Sei que ela ainda aprenderá muita coisa de que não me orgulharei de ser exemplo. Um passo de cada vez. Por hoje fico feliz dela ter trazido suas conchinhas com ela e ser orgulhosa dos castelos de fizemos na areia.

Até a próxima com a minhas e as nossas memórias.

Tabta Rosa

  

 

 

 

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Tabta Rosa
Tabta Rosa

Tabta Rosa, designer de formação, estilista por definição da vida profissional. Hoje tenta equilibrar os papéis de esposa do Du, mãe da Helena e ser empreendedora. Está diante de um novo desafio: trabalhar com propósito criando produtos e serviços com o objetivo de levar muito mais que funcionalidade, mas essência e impacto positivo nas pessoas. É romântica e sonhadora e acredita que o mundo será bem melhor se cuidarmos das nossas crianças.

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