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Dia da infância

No último sábado tive o prazer de participar do Encontro com as infâncias, uma iniciativa do Mapa da infância brasileira. Foi o início de uma série de vivências que vão acontecer por todo este semestre (vale a pena conferir a programação).

Gandhy Piorski foi convidado a conduzir este aprofundamento nos temas da infância, abordando a temática Simbolismos e significados ocultos do brincar. Ao longo de todo o encontro ele nos conduziu a aprofundar nosso conhecimento sobre nossas crianças e a infância. Sobre a nossa natureza e os mistérios da vida que muitas vezes se tornam míticos. Ouvimos sobre alma, espirito, viver, pensar, sonhar e como tudo isso forma o que somos e quão diferentes as vezes é esta equação enquanto estamos crianças. No começo parecia complexo, em meio a uma plateia de sua maioria educadoras e psicólogas, eu mãe e curiosa ouvia atenta tamanho conhecimento que era explanado de forma natural e tranquila, pois tinha neste conteúdo muita pesquisa e trabalho observatório. Em meio a diferentes perfis de ouvintes uma preocupação era unanime, a infância.

Em seu livro Brinquedos do Chão Gandhy aprofunda o tema que descrevo acima. Em um dos capítulos ele explana a grande problemática: O abandono da infância. Ele coloca no livro que em diversos períodos da realidade historiadores mapearam uma “estranha tendência a condenar a criança ao esquecimento de si próprias”. Mesmo com toda a evolução da humanidade, até mesmo em países em que a criança possui os seus direitos básicos atendidos, de novo aparecem novas formas de abandono, de ausência da voz. Aqui surgem as terceirizações “ à presença esmagadora da escola que escraviza a infância. ”

E não precisamos ir muito longe, achar que estamos isentos deste problema, que não vivenciamos este abandono em nossas casas. Pois de verdade, estamos pouco dispostos a conhecer integralmente nossas crianças, dar voz a elas. Quantas vezes nos dispusemos a ir a eventos que falam sobre a infância? Quantas vezes aceitamos o convite da própria escola de discutirmos, trocarmos ou ouvirmos temas que envolvem esta temática? Quando temos problemas relacionados à educação, delegamos aos educadores, quando temos problemas de comportamento, recorremos aos psicólogos. Quantas vezes ouvimos a nós mesmos para entender a raiz do problema e quantas vezes buscamos mais conhecimento para ler, enxergar e viver melhor as infâncias.

Precisamos nos permitir compreender a expressão da criança e novamente Gandhy reforça “seus gestos, desenhos, adjetivos e verbos, suas construções e seus desejos por materiais nos indicam os percursos da alma. ”

Neste dia da infância que tal experimentar observar com o olhar contemplativo que só a criança possui. Vamos exercitar nosso olhar e começarmos em nós!

Tabta Rosa
Tabta Rosa
Tabta Rosa, designer de formação, estilista por definição da vida profissional. Hoje tenta equilibrar os papéis de esposa do Du, mãe da Helena e ser empreendedora. Está diante de um novo desafio: trabalhar com propósito criando produtos e serviços com o objetivo de levar muito mais que funcionalidade, mas essência e impacto positivo nas pessoas. É romântica e sonhadora e acredita que o mundo será bem melhor se cuidarmos das nossas crianças.

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